Funcionalidades

Da AMADIS

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Índice

Estrutura da Plataforma

As plataformas virtuais de aprendizagem existentes usualmente sustentam-se em modelos convencionais de cursos, que tanto impõem, como dependem de uma estrutura física, pedagógica e gerencial compartimentada e hierárquica para funcionar. Nessas plataformas, a interface precisa ser subdividida em ambientes circunscritos a turmas de alunos que devem realizar, nos mesmos espaços, as mesmas atividades. Nesse caso, a espinha dorsal dos projetos costuma ser a exploração de "conteúdos programáticos" disciplinares, o que acaba por não criar espaços para a interdisciplinaridade.

Em outras palavras, esses ambientes apresentam uma estrutura rígida, embasada na lógica convencional do funcionamento de cursos que sustentam uma concepção equivocada de aprendizagem dos seres humanos, que é diferente da aprendizagem das máquinas e da dos animais (cf. FAGUNDES, 2005). As ferramentas disponíveis refletem essa concepção, resumindo-se à disponibilização de conteúdos, ao esclarecimento de dúvidas sobre estes (conversas síncronas e assíncronas), à disponibilização de exercícios, à recepção de soluções e à publicação das avaliações.

Por outro lado, o AMADIS tem por objetivo ser uma plataforma de apoio à Pedagogia de Projetos, especialmente aos Projetos de Aprendizagem. Nesse sentido, durante o processo de desenvolvimento do AMADIS tem-se buscado não transpor a estrura escolar para uma nova mídia, explorando novas formas de ensinar e aprender que a Internet possibilita.

Um dos grandes desafios enfrentados ao longo do projeto foi organizar estruturalmente a plataforma de modo a romper com um modelo hierárquico demasiado rígido, sem com isso comprometer a usabilidade da interface pelo usuário. Investiu-se grande esforço nessa pesquisa específica, pois a equipe compreendia que a plataforma geraria um certo "estranhamento", à primeira vista, em seus usuários, seja pela proposta pedagógica inovadora ou pela grande versatilidade do software. Tal "estranhamento", pode ser visto, até certo ponto, como um objetivo, na medida em que possibilita ao professor e ao aprendiz refletir sobre suas concepções a respeito do processo de aprendizagem, e vislumbra a possibilidade de novas práticas pedagógicas.

Entretanto, sobre o aspecto da usabilidade do software, o "estranhamento" pode tornar-se um sério problema. Quando se está desenvolvendo uma plataforma destinada apenas à realização de cursos, o usuário normalmente reconhece a constância estrutural do sistema curso-disciplina-turma, que funciona como uma "pista" à respeito da forma de utilizar a interface do sistema. Quando rompe-se com essa estrutura, deve-se tomar cuidado para não propor uma interface tão diferente, com a qual o usuário não consiga estabelecer nenhuma relação.

Além dessa questão, no que se refere à produção de softwares para EAD, é muito difícil não se transpor as características de uma educação tradiconal para a Internet. Mesmo os membros de uma equipe de desenvolvimento interdisciplinar foram educados por uma "escola tradicional", e perante o desafio de criar uma "inovação", inadivertidamente, podem replicar a mesma estrutura sobre um novo formato. Apesar de quase todas as plataformas virtuais de aprendizagem terem preocupações não só técnicas e funcionais, mas também pedagógicas e conceituais, poucas são as que refletem a respeito da coerência entre seus pressupostos e o produto desenvolvido. Portanto, ao longo do processo de desenvolvimento, sempre manteve-se clara a necessidade de refletir sobre o produto sendo constru'ido, buscando-se assim, criar uma relaçõa mais efetiva entre a teoria e a prática.

Em sua composição atual, o AMADIS está estruturado em cinco áreas principais:

  • Projetos
  • Pessoas
  • Comunidades
  • Cursos
  • Webfólio

Essas áreas estão reunidas em dois grupos: as de acesso público e as pessoais. As públicas são aquelas que toda comunidade de usuários do sistema compartilha, mesmo que com pequenas variações. Já a pessoal, é única para cada usuário. Cada uma dessas áreas possuem ferramentas de interação e de autoria associadas.

Acesso Público

Acesso Pessoal

Ferramentas de Interação

Como em todo ambiente voltado para EAD o AMADIS também é munido de ferramentas de interação. As possibilidades de interação mais comuns são o chat e fórum. A menos comun é o sistema de mensagens instântaneas que assemelha-se ao ICQ ou MSN Messenger. Esta possibilita a abertura de chats privados (entre dois usuários somente). A grande novidade que se apresenta na versão AMADIS 1.2 é o ToolTip, que possibilita um rápido acesso a qualquer informação de um usuário do ambiente, deixando em um alto nível a possibilidade de interação entre dois utilizadores do AMADIS.

Ferramentas de autoria

As ferramentas de autoria devem prover facilidades para que os construtores de projetos registrem seus processos de pesquisa. Isto pode ser feito através da criação de um Site do projeto na Internet, um Site Pessoal ou do registro em um Diário(do usuário ou projeto). A publicação do Site permite ao usuário a divulgação das suas pesquisas, instigando futuras contribuições de outros sobre o ambiente. Além disso, o site é um meio adequado para o aprendiz refletir sobre seu projeto, tornando-o produtor ativo de conhecimento e influenciando formações de redes de pesquisadores. Através do Site Pessoal o usuário do AMADIS pode construir um espaço próprio dentro do ambiente, construir uma identidade de referência para outras pessoas. Por fim, o Diário (Blog) vem facilitar a criação de uma linha temporal de evolução do projeto que esteja sendo desenvolvido. Ao mesmo tempo, ele oferece um nível de interatividade com outros usuários, na medida em que permite a adição de comentários sobre os registros feitos no Diário.

Ferramentas de Visualização de Informações

Quando uma plataforma está organizada seguindo uma estrutura de cursos, o aprendiz tem contato apenas com as atividades que pode realizar. Desta forma, a parcela de dados que ele tem acesso é sempre limitada. Por outro lado, numa plataforma como o AMADIS, deseja-se que os sujeitos ajam de forma investigativa, explorando os dados disponíveis, observando as produções de outros sujeitos e interagindo com estes. A partir da ampliação das possibilidades de ação do usuário sobre a plataforma, aumenta-se a quantidade informações disponíveis para consulta e manipulação. Além disso, essa proposta também desloca as interações de locais claramente circunscritos pela hierarquia rígida das relações Curso-Disciplina-Turma, tão comuns em outras plataformas. Isso causa uma pulverização das interações dos usuários, fato que deve ser controlado de forma a não inviabilizar o trabalho de professores, orientadores e tutores.

Para enfrentar tal desafio, foram empregadas a partir do AMADIS 1.2 diversas técnicas de Visualização de Informações (cf. GERSHON, 1997) com o objetivo de dar uma maior visibilidade aos diversos tipos de informação do ambiente. Além disso, ao utilizar tais técnicas, também se deseja criar uma alternativa para os diversos sistemas de estatísticas, comuns em plataformas para EAD. Como será visto, o uso de visualização de informações é uma forma de evidenciar os aspectos qualitativos das informações, bem como as suas relações. Na presente subseção, examinar-se-á dois usos de tais técnicas dentro do AMADIS.

Ferramentas de mídias

Conforme o AMADIS foi crescendo, ampliou-se a necessidade de se ter no ambiente uma ferramenta em que os usuários pudessem armazenar arquivos e também compartilhá-los com outros. Em vista disso, projetou-se uma Biblioteca para funcionar em duas instâncias: uma mais geral, denominada Biblioteca do Projeto, que permite a troca de arquivos relacionados a um projeto de aprendizagem; e outra pessoal, chamada Meus Arquivos, que armazena e compartilha arquivos pessoais do usuário.


Cabe ressaltar a importância que teve para o AMADIS o desenvolvimento da ferramenta de compartilhamento de arquivos. Ela fez-se essencial para a troca entre todos os usuários do ambiente de arquivos vinculados aos seus projetos e também àqueles pessoais. Antes da sua implementação, a troca de arquivos na Biblioteca do Projeto estava restrita aos usuários vinculados ao projeto, o que restringia muito as pesquisas. Já no caso da biblioteca pessoal, ou Meus Arquivos, os documentos só estavam disponíveis ao próprio usuário que os inseriu em sua área pessoal, não sendo passíveis de ser vistos por outros usuários.

Para solucionar o problema, foi criada então a função de compartilhar esses dados, representada por um pequeno olho localizado junto as 'ações' de cada arquivo. A idéia do olho tem a ver com visibilidade, ou seja, se o olho estiver marcado significa que o arquivo está visível aos outros usuários, tendo então a idéia do compatilhamento. Um tempo depois, foi feita uma analogia do AMADIS com o orkut, porém foi comentado que no AMADIS não havia o álbum de fotos que o orkut tem. Foi então desenvolvido a ferramenta álbum de fotos, onde o usuário pode então adicionar suas fotos, que poderão ser vistas pelos demais usuários do AMADIS.

Referências Bibliográficas

GERSHON, N. e EICK
S. G. Information Visualization. In: IEEE Computer Graphics and Applications, 17, nº 4, p. 29-31, 1997.
MONTEIRO, V. C. P., MENEZES, C. S., NEVADO, R. A., FAGUNDES, L. C.
Ferramenta de Autoria e Interação para apoio ao desenvolvimento de Projetos de Aprendizagem. Em: Revista Novas Tecnologias Aplicadas à Educação. Nov/2005.
Ferramentas pessoais
Parceiros
















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