Histórico do Projeto

Da AMADIS

Índice

Antecedentes

O AMADIS é uma plataforma que foi concebida a partir das necessidades práticas da equipe de pesquisadores do LEC/UFRGS - Laboratório de Estudos Cognitivos que estavam envolvidos no planejamento e desenvolvimento de cursos a distância. Essa equipe realizou os primeiros experimentos com EAD em 1993, utilizando a tecnologia pré-Internet do RadioPacket. Em 1994, realizou um curso de especialização em Informática na Educação com alunos da Costa Rica, utilizando apenas e-mail, devido à precariedade das conexões de Internet existentes na época.

Menu Principal do Teclec

Em 1996, o LEC começou a realizar as suas primeiras experiências mais sistemáticas no desenvolvimento de plataformas virtuais de aprendizagem. Baseando-se nas necessidades observadas pelos pesquisadores dos cursos de formação de professores até então realizados, as professoras Rosane Aragón de Nevado , Iris Elisabeth Tempel Costa e Cleci Maraschin criaram o TECLEC. Essa plataforma era tecnologicamente simples, mesmo para os recursos da época, utilizando basicamente HTML, JavaScript e alguns poucos CGIs. No entanto, o TECLEC concretizou-se como a primeira exploração conceitual sobre o desenvolvimento de ambientes virtuais para a educação em rede que buscava se afastar do modelo de cursos lineares, rigidamente estruturados pela lógica conteudista.


"O TecLec foi projetado de modo a permitir que o professor o inicie a qualquer tempo. Os conteúdos, ou os temas abordados, estão organizados em módulos, considerando-se um determinado encadeamento, porém, sem qualquer exigência de hierarquia. Os inscritos poderão fazer opções de tópicos segundo suas necessidades e interesses imediatos podendo organizar sua navegação pelos módulos, não havendo necessidade de segui-los em uma ordem pré-estabelecida. Este curso também enfatiza a co-autoria: os inscritos são estimulados a propor temas para compor novos módulos e a desenvolver uma Homepage na qual disponibilizam material de interesse para o trabalho, contribuindo, deste modo, com a construção contínua deste espaço." (retirado do site do TECLEC.)

Ele já possibilitava o desenvolvimento de projetos coletivos, publicação de páginas pessoais, disponibilização de materiais em uma biblioteca e comunicação assíncrona por meio de um fórum.

Em 1999, em um projeto financiado pela Organização dos Estados Americanos - OEA, o Teclec foi aprimorado e utilizado no curso de formação de professores em serviço. Cabe ressaltar que ministraram o curso a equipe do LEC, os pesquisadores do NIED/UNICAMP e também da PUC-SP. O principal avanço dessa versão do sistema foi o uso de Portfólios individuais para registrar o progresso dos alunos. Os resultados das pesquisas realizadas nesse curso foram publicadas numa série de artigos e influenciaram o desenvolvimento de várias plataformas atualmente existentes.

Em 2000, os pesquisadores do LEC, atendendo a uma solicitação da Secretaria de Educação a Distância - SEED do Ministério da Educação-MEC, realizaram um curso denomiado "Formação Continuada em Serviço de Multiplicadores do Programa Nacional de Informática na Educação (PROINFO/MEC)". Este foi o primeiro curso de especialização em informática na educação para professores multiplicadores brasileiros. Esse curso ficou conhecido dentro do LEC como o Curso dos 500, referenciando o número de alunos que participavam. Para tornar esse curso viável, a SEED disponibilizou o código de uma biblioteca virtual e também uma equipe de programadores para desenvolver uma plataforma virtual de aprendizagem, com a acessoria dos pesquisadores do laboratório. Ao longo do curso, essa ferramenta foi sendo aprimorada. Pouco a pouco, foram sendo incorporadas várias das funcionalidades existentes no Teclec. O produto final, chamado Plataforma EAD, foi considerado promissor tanto pelo SEED/MEC, quanto pelo LEC. No entanto, esse software ainda estava limitado ao atendimento das necessidades mais imediatas provindas do curso em realização. Constatou-se, nesse sentido, que era necessário aperfeiçoá-lo, desenvolvendo também ferramentas mais abrangentes, não restritas apenas ao curso em questão, mas sim possibilitando outros tipos de interação do usuário.

Com objetivo de dar continuidade a esse projeto, o SEED/MEC passou a desenvolver uma plataforma, provisoriamente batizada de Avalon. Ela era um aperfeiçoamento do sistema desenvolvido para o Curso dos 500, cujo principal objetivo era tornar possível a realização de vários cursos simultâneos no mesmo sistema. Ao longo do processo, o sistema foi rebatizado E-Proinfo e, progressivamente, foi sendo implementado um um sistema voltado ao suporte de diversos cursos de formação a distância, promovidos pela SEED/MEC. Durante essa evolução tecnológica, o software tornou-se mais robusto e sofisticado, mas também teve enfraquecidas algumas das características mais interessantes do Teclec.

Visando resgatar a perspectiva de um sistema que subverta a lógica conteudista por meio de projetos e que seja também tecnologicamente avançado, a equipe de professores do LEC (Marcus Basso e Rosane Aragón) propôs a construção de uma nova plataforma virtual de aprendizagem: o AMADIS. A partir, então, da obtenção do código fonte da Plataforrma EAD original, tomada como referência para o desenvolvimento dessa nova plataforma, nasce o AMADIS.

Genealogia da Plataforma AMADIS

O Nascimento da Plataforma

Com base no código fonte da Plataforma EAD, foi construído um novo sistema o qual foi batizado de AMADIS pelo Prof. Marcus Basso. Essa versão do AMADIS, chamada de versão 0, consistia em uma série de correções de erros e alterações na ferramenta de fórum. Ela foi implementada pelo bolsista Maicon Brauwers durante o ano de 2001 e utilizada pela profa. Rosane Nevado em alguma atividades dentro da Faculdade de Educação da UFRGS. Entretanto, desde os primeiros momentos ficou claro que o desenvolvimento da Plataforma EAD havia sido demasiado artesanal, sendo, portanto, necessária uma nova implementação. Além disso, todo o código desenvolvido até então era baseado em sistemas proprietários, o que inviabilizava a liberação da ferramenta através das licenças livres.

Ainda no ano de 2001, o Prof. Marcus Basso foi contemplado pela Secretaria de Educação a Disância - SEAD/UFRGS com recursos para o desenvolvimento de um projeto entitulado "Construção de um Ambiente Digital de Aprendizagem como suporte para Atividades de Educação Matemática a Distância". Esse recurso foi utilizado para a contratação dos bolsistas Rafaelo Perotto e Natália Lopes, que trabalharam para o desenvolvimento de uma nova versão do AMADIS. Essa versão foi implementada já utilizando linguagens livres e, desde o princípio, esteve disponível pela licença GPL. O trabalho ocorreu durante o ano de 2002, e acabou com o desenvolvimento da versão 0.5 da plataforma. Essa implementação trouxe novamente para primeiro plano o conceito de uma plataforma para o desenvolvimento de Projetos, contando, para tanto, com várias ferramentas, tais como: fórum, chat, e-mail, diário de bordo, instat messaging etc. Algumas imagens dessa implementação podem ser observadas abaixo:


Tela Inicial do AMADIS v. 0.5


Imagem do Webfólio do AMADIS v. 0.5

Cabe ressaltar, por fim, que essa versão também contemplou o resgate da idéia de Portfólios Individuais, já utilizados no Teclec. Porém, esses portfólios foram renomeados, passando a se chamar Webfólios.

O Projeto ECSIC: um grande desafio

No ano de 2003, o LEC/UFRGS implementou, em parceria com a Secretaria de Educação do Município de Porto Alegre e com recursos do BNDES, o programa Escola, Conectividade e Sociedade da Informação. Esse projeto, que atuou em mais de 25 escolas públicas de Porto Alegre e atingiu milhares de professores e alunos, desde o primeirou momento, utilizou o AMADIS como uma de suas principais ferramentas.

Para adequar a plataforma às necessidades das escolas e propiciar a sua evolução, durante mais de 1 ano, o Programa ECSIC financiou uma pequena equipe de programadores. Durante esse tempo, o sistema cresceu e incorporou várias novas funcionalidades. Além disso, devido ao intenso uso e ao ajuste do software, o AMADIS tornou-se um sistema estável, preparado para suportar dezenas de milhares de usuários.

Durante o programa ECSIC, surgiu a necessidade do desenvolvimento de uma versão do AMADIS voltada para crianças. A versão disponível da interface não era muito atrativa para os alunos das séries iniciais do ensino fundamental. Devido ao modelo de desenvolvimento em três camadas, empregado desde o início do projeto, que separava a interface, da lógica de negócios e do acesso ao Banco de Dados, foi possível criar uma nova interface para o sistema. Esta foi denominada [[AMADIS Massinha]], devido ao uso de personagens de massinha de modelar para a construção do seu layout. Os personagens utilizados como elementos lúdicos no design da plataforma podem ser observados na imagem abaixo:

Seção de Projetos do AMADIS Massinha

Devido ao apoio financeiro do Projeto ECSIC, o AMADIS conseguiu explorar algumas das potencialidades de sua proposta, tornando-se uma plataforma viável. A nova interface, aliada às novas ferramentas e à maior estabilidade foram os elementos que estruturaram essa nova fase do projeto. Esse processo fez com que muitas instituições, além do LEC, utilizassem o AMADIS, tais como o Colégio de Aplicação da UFRGS e a ONG Fundação Pensamento Digital.

Tela de Projetos do AMADIS v. 1.0

No entanto, durante esse período, o desenvolvimento da platafoma atrelou-se ao atendimento das necessidades geradas pelo trabalho realizado nas escolas (pelo programa ECSIC). Isso fez com que, muitas vezes, fossem implementadas soluções demasiado específicas às práticas em andamento, o que retirava o aspecto genérico da plataforma virtual de aprendizagem, ou seja, sua flexibilidade frente a um público mais diversificado.


O Projeto FINEP: a Maturidade:

Em 2004, um grupo de pesquisadores de três universidades, UFRGS, UFES e UFAM reuniram-se para dar continuidade ao desenvolvimento do AMADIS. Com recursos provenientes do Edital para projetos de pesquisa e desenvolvimento com inovação tecnológica em Software Livre do FINEP, uma nova implementação do sistema começou a ser construída por uma equipe dedicada unicamente a esta tarefa. Este projeto possibilitou o desenvolvimento da versão 1.2 do AMADIS, a qual conta com várias inovações. Além disso, esse período possibilitou que a equipe de pesquisa e desenvolvimento realizasse uma profunda reflexão conceitual sobre a plataforma, sua estrutura e suas ferramentas. Em vista disso, foi possível desenvolver um software mais coerente e coeso, tanto internamente (principalmente no que se refere à navegação dos usuários), como em seus aspectos circundantes, tais como as teorias pedagógicas na qual a plataforma se sustenta.


Tela inicial da versão 1.2 do AMADIS
Ferramentas pessoais
Parceiros
















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